Um encontro para sair dos prompts avulsos e começar a construir uma IA com contexto, método e aplicação real nos negócios
Nesta sexta-feira, 14 de agosto, das 9h às 17h, a Spazio Valore Coworking recebeu uma imersão dedicada a um dos desafios mais atuais das empresas: como utilizar a Inteligência Artificial de forma estruturada, segura e conectada à realidade de cada negócio.
O Workshop OPERAR.IA foi conduzido por Pablo Menezes, mestre em Ciência da Computação, que apresentou aos participantes uma metodologia voltada à organização do conhecimento da empresa e à utilização da IA como ferramenta de apoio à execução, análise e tomada de decisão.
Mais do que conhecer novas ferramentas, o objetivo do encontro foi compreender como criar uma estrutura capaz de fazer a Inteligência Artificial trabalhar a partir do contexto real de cada negócio.
Primeiro, entender as pessoas e suas dores
A manhã começou com a apresentação de Pablo Menezes e, em seguida, com uma rodada de apresentação dos participantes. Cada pessoa compartilhou sua atividade profissional, a empresa ou ecossistema ao qual está vinculada e, principalmente, os desafios que gostaria de enfrentar com o apoio da Inteligência Artificial.
Participaram do encontro Yasmin, Gabriel, Vitor e Yngra, da equipe da YAMB; Tércia Leocardio, ALI representando o Ecossistema Local de Inovação da Grande Aracaju; Leonardo Lima, da Solint, empresa residente da Spazio Valore; Viviane Vieira Machado, a Vivi Kendera, sexóloga; Lais Mirelly, da equipe da Spazio Valore Coworking; e Carlos Elpidio, CEO da Spazio Valore.
Essa diversidade de perfis permitiu que a metodologia fosse observada a partir de diferentes realidades profissionais, mostrando que o desafio não está apenas em “usar IA”, mas em fazer com que ela compreenda o contexto no qual precisa atuar.
Do prompt ao Cérebro do negócio
Durante o treinamento, Pablo apresentou a AICERNE e o método OPERAR.IA, estruturado para transformar informações dispersas em um sistema de trabalho.
A proposta parte de um princípio simples: antes de pedir que a IA produza alguma coisa, é necessário oferecer a ela contexto, regras, limites e informações confiáveis.
É daí que surge o conceito do Cérebro do negócio. Ele reúne informações essenciais sobre serviços, clientes, diagnóstico, objeções, agenda e métricas. A partir desse Cérebro, podem ser estruturados Copilotos, responsáveis por apoiar tarefas específicas, e Agentes Manuais, que transformam atividades recorrentes em rituais acompanhados, sempre com revisão humana.
O método OPERAR segue seis movimentos: Organizar, Produzir, Equipar, Rodar, Agentes Manuais e Revisar. A lógica é organizar antes de instruir, testar antes de repetir e revisar antes de automatizar.
O workshop terminou. O trabalho começa agora.
As oito horas de treinamento representam apenas o início da experiência.
A partir de agora, os participantes entram em um período de aproximadamente 30 dias de aplicação, testes, avaliações e refinamentos, acompanhados por Pablo Menezes. O objetivo é que cada participante avance na construção de uma primeira versão funcional do seu próprio ecossistema de IA.
Durante esse período, a expectativa é testar o Cérebro, identificar lacunas de informação, experimentar Copilotos, ajustar instruções e compreender quais rotinas realmente podem ser apoiadas pela Inteligência Artificial.
Mais do que aprender a fazer perguntas melhores para uma ferramenta, o desafio será aprender a organizar melhor o próprio negócio para que a IA possa trabalhar com ele.
A experiência na voz de quem participou
“Entendemos como a IA poderá nos ajudar a potencializar nossas habilidade e organização para um resultado mais assertivo, coeso, sem alucinar e com um método simples.”, Carlos Elpidio, CEO da Spazio Valore Coworking
Cada depoimento poderá mostrar uma percepção diferente do mesmo encontro: o que mudou na compreensão sobre IA, qual problema passou a ser enxergado de outra forma e, principalmente, o que cada participante pretende construir durante os próximos 30 dias.
O Workshop OPERAR.IA encerrou seu primeiro dia presencial às 17h. Mas a parte mais importante começa justamente depois dele: transformar aprendizado em método, método em rotina e rotina em resultado observável dentro de cada negócio.